sexta-feira, 11 de abril de 2008
novo Elo
botei um blog novo nos Elos dos Mosqueteiros, Gustavo Carvalho. este é colega meu de elétrica e sugiro o mais recente vídeo (8 de abril). hilário
quinta-feira, 3 de abril de 2008
PERÓLAS JURÍDICAS
Vim hoje quebrar meu jejum aqui no blog. A verdade é que tinha outras coisas pra escrever, mas infelizmente eu não coloquei as idéias no papel quando a inspiração veio. Como inspiração é substantivo feminino, vocês imaginam a putaria. Tô numa dê-erre da porra, eu tentando convencê-la a voltar e ela dizendo que eu num dei valor a ela, que homem é tudo igual, que só dá valor as coisas quando perde e tal. Aí, ela começa a cantar aquela música do Chiclete e eu digo “num me venha com porra de Chiclete não” e ela “tá vendo aí como você me trata” e eu “ô meu anjo, não foi isso que eu quis dizer” e sacanagem continua…
Enquanto esse perrengue não se resolve, resolvi compartilhar com vocês umas coisas que tenho visto no mundo Jurídico. Muitas das pérolas criadas pelos cuasídicos só fazem sentido aos iniciados nas letras jurídicas, como a “preliminar de ilegitimidade passiva do Réu”. Porém, algumas simplesmente fogem ao bom senso. Uma delas é a passagem que transcrevo a seguir. O caso era de uma mulher que desejava uma indenização por danos morais, e que o advogado da parte contrária, ao tentar, desmentir as alegações da Autora, assim argumentou:
“Face ao exposto, resta exaustivamente demonstrado que não houve qualquer dano moral suportado pela Requerente, ainda que eventualmente se conclua pela ilegalidade da conduta da Ré – o que somente se admite no plano das idéias – de modo que a presente demanda constitui verdadeiro lançar de “barro na parede”, tentativa malfadada, permissa venia, de obtenção de vantagem indevida, urgindo, assim, seja julgada totalmente improcedente o pleito formulado em vestibular.” (grifo meu – lá ele)
Depois de ler isso não pude evitar imaginar o advogado falando na audiência: “Vossa Excelência, não se pode admitir que a Autora suje as paredes do Judiciário com suas mentiras e sua oratória flácida para fomentar o sono dos bovinos”.
Outro adevogado redigiu esta declaração para que seus clientes assinassem. Vale aqui esclarecer que existe uma lei que permite às pessoas que se declaram pobres ingressar na Justiça de forma gratuita. Essa lei conceitua pobre como aquele que não pode pagar os custos do processo sem prejuízo do seu sustento e do da sua família. Assim, é comum que as pessoas digam que se declaram pobres na acepção do termo, ou seja, dentro do conceito que a lei emprega. Enfim, a declaração:
“Declaro para todos os fins, e sob as penas lei, que sou pobre na assepsia da palavra...” (grifo meu)
Fiz uma breve pesquisa no google e descobri que assepsia, na língua portuguesa do Brasil e de outros países como Portugal, significa “Conjunto dos métodos capazes de proteger o organismo contra os germes patogênicos; esterilização”. Assim, eu acho que a pessoa quis dizer que era pobre, mas era limpinha.
Outro caso interessante foi o do APARELHO DE SOM. Confesso que não sei como o juiz julgou essa causa, porque eu não entendi nada da história do cara.
“No dia 15 de JULHO de 2007, quando estava preste a comprar um APARELHO DE SOM, em uma loja de eletrodoméstico na cidade de Salvador, o mesmo ficou impossibilitado, tendo em vista que tenha sido negada sua ficha, visto que ele estava inadimplente junto ao SPC, por ordem a Ré.”(Grifos originais)
Imaginei que a data fosse algum marco histórico para estar assim destacada. Vai ver ele nunca esqueceu aquele dia fatídico dia em que deixou de comprar o APARELHO DE SOM. Escrito assim, em letras maiúsculas e em negrito, ele devia ter uma potência absurda. Tanto assim, que a loja se dedica unicamente a vendê-lo, afinal é uma loja de eletrodoméstico, no singular. Só não entendi, que “mesmo” é esse que ficou impossibilitado. Será que esse “mesmo” se refere ao APARELHO DE SOM? Será que o APARELHO DE SOM não suportou sua própria potência e ficou mudo? Enfim, o que se sabe é que sua ficha foi negada, ou não, o subjuntivo deixa uma certa dúvida...Será que o APARELHO DE SOM estava no orelhão, a ficha dele foi rejeitada e ele ficou impossibilitado de fazer uma ligação? Mas, por que ele não usou um cartão? O pior é que, apesar de toda sua potência o APARELHO DE SOM (merecia um équio, SOM, Som, som, om), tinha uma dívida junto ao SPC. Imagino que o débito fosse em alguma empresa situada próximo ao SPC. Por que por ordem a Ré, realmente, não faço idéia. Será que era uma dívida por uma ordem que o APARELHO DE SOM deu e que não foi cumprida? Ou será por um marcha engatada errada? As questões não param…
Bom, a sem-gracice acaba por aqui. Tinha também a história do adevogado que disse que a TIM havia se aliado a uma empresa de combrança, que se divertia em azucrinar seu cliente. Soube que os empregados dessa empresa ficavam “e aí, vamos ligar pra azucrinar aquele cara? Vamos, uhuu!” aí eles ligavam e diziam “Alô, aqui é da assistência técnica. Por favor, sua TV está no ar? Então sai de baixo, senão ela cai em sua cabeça”. Mas, essa história fica pra outro dia.
Enquanto esse perrengue não se resolve, resolvi compartilhar com vocês umas coisas que tenho visto no mundo Jurídico. Muitas das pérolas criadas pelos cuasídicos só fazem sentido aos iniciados nas letras jurídicas, como a “preliminar de ilegitimidade passiva do Réu”. Porém, algumas simplesmente fogem ao bom senso. Uma delas é a passagem que transcrevo a seguir. O caso era de uma mulher que desejava uma indenização por danos morais, e que o advogado da parte contrária, ao tentar, desmentir as alegações da Autora, assim argumentou:
“Face ao exposto, resta exaustivamente demonstrado que não houve qualquer dano moral suportado pela Requerente, ainda que eventualmente se conclua pela ilegalidade da conduta da Ré – o que somente se admite no plano das idéias – de modo que a presente demanda constitui verdadeiro lançar de “barro na parede”, tentativa malfadada, permissa venia, de obtenção de vantagem indevida, urgindo, assim, seja julgada totalmente improcedente o pleito formulado em vestibular.” (grifo meu – lá ele)
Depois de ler isso não pude evitar imaginar o advogado falando na audiência: “Vossa Excelência, não se pode admitir que a Autora suje as paredes do Judiciário com suas mentiras e sua oratória flácida para fomentar o sono dos bovinos”.
Outro adevogado redigiu esta declaração para que seus clientes assinassem. Vale aqui esclarecer que existe uma lei que permite às pessoas que se declaram pobres ingressar na Justiça de forma gratuita. Essa lei conceitua pobre como aquele que não pode pagar os custos do processo sem prejuízo do seu sustento e do da sua família. Assim, é comum que as pessoas digam que se declaram pobres na acepção do termo, ou seja, dentro do conceito que a lei emprega. Enfim, a declaração:
“Declaro para todos os fins, e sob as penas lei, que sou pobre na assepsia da palavra...” (grifo meu)
Fiz uma breve pesquisa no google e descobri que assepsia, na língua portuguesa do Brasil e de outros países como Portugal, significa “Conjunto dos métodos capazes de proteger o organismo contra os germes patogênicos; esterilização”. Assim, eu acho que a pessoa quis dizer que era pobre, mas era limpinha.
Outro caso interessante foi o do APARELHO DE SOM. Confesso que não sei como o juiz julgou essa causa, porque eu não entendi nada da história do cara.
“No dia 15 de JULHO de 2007, quando estava preste a comprar um APARELHO DE SOM, em uma loja de eletrodoméstico na cidade de Salvador, o mesmo ficou impossibilitado, tendo em vista que tenha sido negada sua ficha, visto que ele estava inadimplente junto ao SPC, por ordem a Ré.”(Grifos originais)
Imaginei que a data fosse algum marco histórico para estar assim destacada. Vai ver ele nunca esqueceu aquele dia fatídico dia em que deixou de comprar o APARELHO DE SOM. Escrito assim, em letras maiúsculas e em negrito, ele devia ter uma potência absurda. Tanto assim, que a loja se dedica unicamente a vendê-lo, afinal é uma loja de eletrodoméstico, no singular. Só não entendi, que “mesmo” é esse que ficou impossibilitado. Será que esse “mesmo” se refere ao APARELHO DE SOM? Será que o APARELHO DE SOM não suportou sua própria potência e ficou mudo? Enfim, o que se sabe é que sua ficha foi negada, ou não, o subjuntivo deixa uma certa dúvida...Será que o APARELHO DE SOM estava no orelhão, a ficha dele foi rejeitada e ele ficou impossibilitado de fazer uma ligação? Mas, por que ele não usou um cartão? O pior é que, apesar de toda sua potência o APARELHO DE SOM (merecia um équio, SOM, Som, som, om), tinha uma dívida junto ao SPC. Imagino que o débito fosse em alguma empresa situada próximo ao SPC. Por que por ordem a Ré, realmente, não faço idéia. Será que era uma dívida por uma ordem que o APARELHO DE SOM deu e que não foi cumprida? Ou será por um marcha engatada errada? As questões não param…
Bom, a sem-gracice acaba por aqui. Tinha também a história do adevogado que disse que a TIM havia se aliado a uma empresa de combrança, que se divertia em azucrinar seu cliente. Soube que os empregados dessa empresa ficavam “e aí, vamos ligar pra azucrinar aquele cara? Vamos, uhuu!” aí eles ligavam e diziam “Alô, aqui é da assistência técnica. Por favor, sua TV está no ar? Então sai de baixo, senão ela cai em sua cabeça”. Mas, essa história fica pra outro dia.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Tese
Bolei uma teoria para uma boa estória.
Pensa aí, se um fato fosse o mesmo pra todo mundo, tudo seria mais fácil de conseguir, de acertar. com a simples observação do fato, teoricamente comum, haveria a possibilidade de chegar a um denominador comum com muita facilidade. é claro que isso é irreal e tornaria o mundo extremamente entediante (se eu ficar um pouco mais entediado eu passo mal).
pois bem, daí nasce a graaande idéia de uma estória em conjunto (já tentei fazer isso eu sei, mas é o tédio, sabe como é...). façamos assim, pega o último post do ano passado "Incêndio na casa ao lado" e escolha um personagem e conte como ele viu o incêndio.
vamos lá galera, um por todos...
Pensa aí, se um fato fosse o mesmo pra todo mundo, tudo seria mais fácil de conseguir, de acertar. com a simples observação do fato, teoricamente comum, haveria a possibilidade de chegar a um denominador comum com muita facilidade. é claro que isso é irreal e tornaria o mundo extremamente entediante (se eu ficar um pouco mais entediado eu passo mal).
pois bem, daí nasce a graaande idéia de uma estória em conjunto (já tentei fazer isso eu sei, mas é o tédio, sabe como é...). façamos assim, pega o último post do ano passado "Incêndio na casa ao lado" e escolha um personagem e conte como ele viu o incêndio.
vamos lá galera, um por todos...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Voltando de Férias
Olá pessoas! voltar de férias é um ato que exige bastante do meu ser principalmente na hora de admitir que as férias acabaram. e para começar a engrenar de novo um pouco de Caros Amigos. esse texto é do escritor César Cardoso publicado na Caros Amigos de Outubro do ano Passado(2007) . Boa Leitura.
Eis que um dia, na terrra do leitre e do mel, os eleitores nãoéram mais aqueles de sempre. E todo mundo queria ser o dono da verdade.E a humanidade já não sabia em quem acreditar. E não adiantava a galera do céu mandar anjos com espadas de fogo nem dilúvios, E foi então que, em meio ao desespero e à descrença,
DEUS CRIOU
A MÍDIA!
E os jornais logo ensinaram ao povo incrédulo o certo e o errado. E as tevês logo mostraram às gentes despreparadas o que vestir, o que comer e principalmente o que engolir. E as agências de publicidade logo trouxeram os novos mandamentos, mas em tábuas não, que tábua tá fora de moda, é antiecológico. E os novos mandamentos vieram em tela de cristal líquido. E vós podeis votar nos dez melhores, é só entrardes no site www.mandandobemnomandamento.com
E tudo deveria ter voltado ao normal, mas vós sabeis que a humanidade não é fácil, ô gentinha do contra, principalmente as humanidades do terceiro mundo. E as tevês e os jornais, Pacientes como jó, subiram aos céus, que ficavam um andar acima de seus escritórios, e pediram ajuda a Deus. Mas eis que Deus estava ocupado tentando criar vida em marte pra ver se dessa vez dava certo. E então a turma da mídia fez um Workshop e alguém falou: Vamos copiar aquela idéia de Deus. E tirando uma costela do Cid Moreira a midia criou... (com pausa dramática) os Especialistas, à imagem e semelhança de Deus, mas um póuco melhorados que hoje em dia tem tecnologia que até Deus duvida.
Eis que dos céus desceram os especialistas montados em Laptops de duas cabeças carregando celulares de fogo. E Eles garantiram que, desse dia de glória em diante, não haveria mais dúvida sobre a verdade porque Eles, os Especialistas, diriam a todos o que é a verdade e como ela deve ser usada. E a humanidade respirou aliviada ( Segundo os especialistas, é claro).
Cesar Cardoso é escritor, foi criado por Deus mas passava o fim de semana com o Diabo
Esse texto passa um pouco da minha indignação com os jornais da Globo e a mídia em geral
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Incêndio na casa ao lado
Olhe, eu não sei direito não, mas ele era meio estranho. calma, ele não merecia isso não, ninguém merece isso. coitado.
oi? sei não, sei direito não. eu saí hoje de manhã e ele tava lá em baixo passeando com o cachorro.
falei sim. dei bom dia. a gente costumava se falar mais, mas tivemos umas coisas aí q foi melhor a gente se afastar.
anh? bom, é que eu não gosto de falar nisso. é que a gente acabava estudando junto e tal, ele era uma espécie de Gênio maluco, sabe? mas não era um Jimmy neutron da vida não, ele sabia muito de história. falava umas coisas inusitadas, sabe? umas coisas que, como ninguém entendia, ficavam tirando sarro dele. depois de um tepo eu comecei a entender, e eu comecei a defendê-lo, de uma forma ou de outra. ele parece que achou que eu estava afim dele ou coisa assim ou simpesmente foi se abrindo mais, sabe como é esse pessoal estranho assim não sabe diferença entre amizade e paixão, gente que vê pouca mulher, sabe? ainda mais assim como eu...
emfim, meu namorado começou a não gostar e você sabe, né? passarinho voa rápido, então ele mandou eu parar de encontrar com ele e eu parei. mandou eu jogar os poemas que ele me fez tb.
Aham, joguei... queimei na calourada. mas é uma pena. eram bonitas, sabe? mas como ele não gostava joguei fora.
Sim, aí quando eu voltava pra casa ví a fumaça e vim correndo, né? já pensou, minha roupa da formatura? Deus é mais, dá até arrepio.
Quando eu cheguei vocês já tavam aqui...
oi? sei não, sei direito não. eu saí hoje de manhã e ele tava lá em baixo passeando com o cachorro.
falei sim. dei bom dia. a gente costumava se falar mais, mas tivemos umas coisas aí q foi melhor a gente se afastar.
anh? bom, é que eu não gosto de falar nisso. é que a gente acabava estudando junto e tal, ele era uma espécie de Gênio maluco, sabe? mas não era um Jimmy neutron da vida não, ele sabia muito de história. falava umas coisas inusitadas, sabe? umas coisas que, como ninguém entendia, ficavam tirando sarro dele. depois de um tepo eu comecei a entender, e eu comecei a defendê-lo, de uma forma ou de outra. ele parece que achou que eu estava afim dele ou coisa assim ou simpesmente foi se abrindo mais, sabe como é esse pessoal estranho assim não sabe diferença entre amizade e paixão, gente que vê pouca mulher, sabe? ainda mais assim como eu...
emfim, meu namorado começou a não gostar e você sabe, né? passarinho voa rápido, então ele mandou eu parar de encontrar com ele e eu parei. mandou eu jogar os poemas que ele me fez tb.
Aham, joguei... queimei na calourada. mas é uma pena. eram bonitas, sabe? mas como ele não gostava joguei fora.
Sim, aí quando eu voltava pra casa ví a fumaça e vim correndo, né? já pensou, minha roupa da formatura? Deus é mais, dá até arrepio.
Quando eu cheguei vocês já tavam aqui...
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Inteligência coletiva
Véis é o seguinte:
eu sempre quis criar uma estória complexa e tal cheia de desvios e engodos e meias verdades e eu sempre chegfava À mesma conclusão: devo pensar em varias estórias que saiam do mesmo ponto e cheguem num outro ponto. como uma espécie de kibe (sic) que começa num pontinho engorda no meio e acaba em outro pontinho.
aí eu pensei (há um minuto artrás) vamos fazer uma estória coletiva? assim, ó. definimos um ponto de partida e de chegada. dois match points, e quem morreu (assumindo um assassinato) e pronto.
aí assim, cada um faz uma estória, dum personagem envolvido com o defunto e depois junta tudo. e ai?
eu sempre quis criar uma estória complexa e tal cheia de desvios e engodos e meias verdades e eu sempre chegfava À mesma conclusão: devo pensar em varias estórias que saiam do mesmo ponto e cheguem num outro ponto. como uma espécie de kibe (sic) que começa num pontinho engorda no meio e acaba em outro pontinho.
aí eu pensei (há um minuto artrás) vamos fazer uma estória coletiva? assim, ó. definimos um ponto de partida e de chegada. dois match points, e quem morreu (assumindo um assassinato) e pronto.
aí assim, cada um faz uma estória, dum personagem envolvido com o defunto e depois junta tudo. e ai?
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
...Em Lugar Nenhum...
Correu como pôde. naquele lugar escuro e úmido suas pernas exaustas o atiraram contra a parede curva. tudo era cinza. com a ajuda do sangue que teimava em falhar chegar no seu cérebro, descrevendo em sua frente as mais bizarras distorções da realidade, fria e cruel realidade.
Já não ouvia os passos que até pouco tempo o atormentavam. entretanto era difícil ouvir algo com sua respiração daquele jeito e seu coração martelando contra a caixa do seu peito como um taiko yaku¹ lançando o exército conta o inimigo. o problema era que, agora, o inimigo era ele.
Se pegou procurando uma saída. pra onde? pensou interrompendo a busca. voltar para aquele lugar maldito não era opção. o suicídio, se fosse, poderia tê-lo feito sem se cansar tanto. o que resta?
Um gosto amargo desce pela sua garganta. por fora, um formigamento sobe por ambos os lados do seu pescoço, passa por trás de suas orelhas até as têmporas e inunda seus olhos.
-Foi tudo... em vão?
Imagens confuzas cruzam sua mente em um piscar de olhos, fogo, lama, balas, balas e mais balas. Gritos, gemidos, suplícios. Vomitou.
Vomitou tudo que não havia comido, quis ter vomitado a si próprio assim não precisaria ver seus olhos na poça formada por seu excremento. olhos que viram mais do que desejaram ver e agora viviam mais uma vez... para ver mais o quê?
Já não ouvia os passos que até pouco tempo o atormentavam. entretanto era difícil ouvir algo com sua respiração daquele jeito e seu coração martelando contra a caixa do seu peito como um taiko yaku¹ lançando o exército conta o inimigo. o problema era que, agora, o inimigo era ele.
Se pegou procurando uma saída. pra onde? pensou interrompendo a busca. voltar para aquele lugar maldito não era opção. o suicídio, se fosse, poderia tê-lo feito sem se cansar tanto. o que resta?
Um gosto amargo desce pela sua garganta. por fora, um formigamento sobe por ambos os lados do seu pescoço, passa por trás de suas orelhas até as têmporas e inunda seus olhos.
-Foi tudo... em vão?
Imagens confuzas cruzam sua mente em um piscar de olhos, fogo, lama, balas, balas e mais balas. Gritos, gemidos, suplícios. Vomitou.
Vomitou tudo que não havia comido, quis ter vomitado a si próprio assim não precisaria ver seus olhos na poça formada por seu excremento. olhos que viram mais do que desejaram ver e agora viviam mais uma vez... para ver mais o quê?
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