terça-feira, 6 de abril de 2010

Padres Pedófilos e o Celibato

Pois é, enquanto a gente mosca, tem gente aí postando coisas altamente interessantes, participando de discussõe calorosas, etc...

Hoje mesmo, li um texto muito de um psicólogo chamado Contardo Calligaris, sobre o fim do celibato como solução para os casos de pedofilia entre padres. O título é Pedófilos, celibatários e infalíveis

Talvez até valesse a pena aproveitar o ensejo escrever algo sobre, mas bateu uma preguiça retada. Então, fica a sugestão de leitura e uma provocação para um debate posts futuros.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Mário e Odete

Lembram do Mário, marido da Odete? Pois é, nem eu. Só lembrava daquele do armário...


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Vai Uma Listinha Aí?

Não vou mentir, eu sempre me bati com esse negócio de milênios, séculos, décadas e afins. Sempre que ouço ou leio algo como “... blá blá blá a economia global na segunda metade do sec. XVIIPQP...” eu tenho que fazer um milhão de contas. Isto sem falar nos algarismos romanos que, com certeza, estão no bolo só para piorar o que já era complicado, afinal, que pessoa em sua sã consciência iria trocar números por letras que exigem uma equação para serem decifradas.

Pelo visto, eu não sou o único a se atrapalhar com essas contas. Digo isso pelo grande número de listas das melhores coisas da década que saíram na internet no final do ano passado e no começo deste. Se tivermos um pouco de paciência, fizermos apenas duas horinhas de contas e 28 consultas ao Google, descobriremos que nenhuma década se iniciou em 2000 e que 2009 também não encerrou nada. Na realidade, nós estamos vivendo o último ano de uma década que começou em 2001.

Mas, eu tenho que reconhecer que essas contas são um porre e só servem para os livros de história. Bom mesmo é fazer lista das melhores coisas da década, do século, da quinta-feira, o que for. Vale até escolher o melhor filme do ano em janeiro. Esse deve ser um dos ápices da vaidade e da arrogância e traz um prazer que só os pecados podem provocar. Vejam que Moisés fez sua listinha dos “10 Melhores Mandamentos” e mesmo Deus não resistiu à tentação de eleger os “7 Pecados Capitais”. Parece que esta última lista foi originariamente elaborada por Lúcifer e se chamava “7 Coisas Que Você Não Pode Deixar de Fazer Antes de Desencarnar”. Assim eu soube.

A coisa fica melhor ainda se você não esquecer de alguns pontos importantes. Em primeiro lugar, é essencial não colocar o seu favorito no topo da lista, porque ele será o mais atacado e você acabar com uma fratura exposta na vaidade. Outra coisa fundamental é não esquecer de colocar algo que ninguém conhece no meio da lista. Assim, você tem um trunfo para desmoralizar o crítico: “você não conhece?!?!?! Então você não entende nada desse assunto !!”. Mas, como as críticas são inevitáveis, é preciso também colocar lá no meio um item altamente discutível. Assim, você concentra os ataques num ponto só e ainda criar a possibilidade de sua lista se propagar como tema de debates.

Enfim, acho que fazer listas só não é melhor que dar conselhos, mas isso são outros CDXCIX. Por enquanto, vou ver se faço uma listinha das 20 Melhores Qualquer Besteira da Década. Quem sabe depois eu lanço um livro com “Não-sei-quantas Coisas Que Você Precisa Saber Antes de Fazer Uma Lista”.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Você Lembra Disso? (nova série imperdível do L4M)

Pra não perder o embalo dos posts e pra aliviar a tensão das mazelas políticas...

Quem nunca brincou de lego? E na hora de pedir, você fazia isso?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Noticías do Mundo Jurídico

Arquivada ação do jornal O Estado de S. Paulo contra proibição de veicular matérias sobre Fernando Sarney.

Acredito que a lama que rodeia José Sarney já é bastante conhecida. Alguns atos secretos aqui, outros não tão escondidos ali, mas todos bastante imorais. Parece que a coisa é de família, porque o filho dele, Fernando Sarney, também está envolvido na sujeira.

Do ponto de vista jurídico, nada disso foi confirmado; o que existe são apenas suspeitas e investigações. Enquanto esta certeza jurídica não vem, a imprensa vai divulgando as descobertas da polícia. Com medo de ver sua reputação destruída por esta notícias, Sarney, o filho, pediu que a justiça proibisse o jornal O Estado de São Paulo de divulgar o resultados das investigações sobre ele, enquanto sua culpa não fosse atestada pela Justiça.

Um juiz em Brasília acolheu o pedido de Fernando Sarney e o Jornal levou a questão ao Supremo Tribunal Federal. Os ministros do Supremo, então, debateram longamente sobre a liberdade de imprensa, mas, no final das contas, não decidiram nada. Eles entenderam, na sua maioria, que Jornal usou o recurso errado e por isso deixaram tudo como estava.


Situações como essa, para mim, são delicadas. De um lado temos uma justiça que nem sempre julga e quase nunca condena. De outro, temos uma imprensa que sozinha faz a investição, o julgamento e dá a sentença, tudo isso num só dia. É difícil confiar em qualquer um dos dois. Mas, pior que isso é o seguinte paradoxo: não temos como acompanhar a justiça sem a imprensa. E, quando a imprensa exagera, nos resta recorrer a justiça.


A solução deste dilema me parece se aproximar do que afirmou o ministro Ayres Britto, ou seja, não se pode proibir o uso da liberdade de imprensa por medo de abusos. Este foi um dos poucos ministros do STF que teve a coragem de enfrentar o problema e apresentar alguma solução.


No final das contas, o que eu acho, e o que os outros 190 milhões de brasileiros acham, não faz muita diferença, já que nove juízes decidiram que os atos de Sarney devem permanecer secretos...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Camarada Obamis

Obama defende necessidade da guerra ao receber Nobel da Paz. Segundo ele, há momentos em que o uso da força por um estado não só é necessário como moralmente justificável.

Não tenho muito a dizer sobre isso, a não ser "eu já sabia". Bom, saber eu não sabia, mas imaginava. Bush deixou um orçamento de centenas de bilhões de dólares para o exército e ninguém iria querer perder essa grana, nem o governo nem os fornecedores.

O que eu nunca poderia imaginar é que Obama receberia um prêmio Nobel por fazer a Guerra Justa de sempre. Meu amigo Alfred deve estar se revirando na cova.