quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Primeira da série "Tiradas Geniais de livros"

Um homem que acaba de se encontrar cego vai com sua mulher ao olftalmologosta. depois de algumas perguntas e aqueles exames clássicos que os oftalmologistas fazem a mulher do homem pergunta:

- E aí doutor, é algo sério.

- sinceramente, não há nada de errado com seu olho - responde o doutor

- Ai que ótimo! não disse que ia passar - exclamou feliz a mulher

- e o senhor vai me receitar algum remédio doutor.

- Não, não. seria como lhe receitar às cegas

- e aí vai uma metáfora apropriada.

- o doutor finge que não ouve e segue para sua mesa

(...)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Sugestão de Filme

Pessoal,

assistam Tapete Vermelho, com Matheus Nachtergaele. o filme narra a estória de Um camponês que leva o filho é a mulher para assistir um filme de mazzaropi no cinema, tal qual seu pai fazia com ele. o filme é muito bom, vale a pena.

fica a recomendação.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Max Payne está sendo investigado por tentativa de homicício.

O filme Max Payne, da 20th Century Fox, está sendo investigado pela Polícia Federal por tentativa de homicídio. A Acusação teria sido feita pelo ministério público após a denuncia de mais de duzentas famílias em todo o brasil que tiveram seus filhos internados falecendo poucos dias depois.

Respondem também ao processo o "diretor e produtor" John Moore, o "roterista" Beau Thorne, os "produtores" Julie Yorn e Scott Faye, os "produtores executivos" Rick Yorn, Karen Lauder e Tom Karnowski, o "diretor de fotografia" Jonatan Sela, o "diretor de desenho de produção" Daniel Dorrance e o "editor" Dan Zimmerman. os responsáveis pela música do filme: Marco Beltrami e Buck Sanders, podem ser enquadrados como cúmplices. "os diretores e os produtores, bem como os roteiristas e editores são diretamente responsáveis pelas tragédias. os músicos devem ser enquadrados como cúmplice embora não se possa provar o envolvimento direto na trama..."

Na Verdade o inquérito não chega a Unificar as acusações "esses criminosos se organizaram de forma diferende, não há um padrão, uma lógica ou objetivo comum na estratégia, mas estamos trabalhando para encontrar o fio que liga todos eles", afirmou o delegado da Silva.

Segundo a Junta médica do estado da Bahia, em parecer Oficial, o Filme é "uma amálgama de fórmulas repetidas e lançadas à tela de forma aleatória, se expostos em tempo excessivo a esse tipo de audiovisual os sujeitos podem desenvolver lesões cerebrais de alto risco podendo sofrer até convulsões e alguns não resistem"

Mesmo assim a multinacional Fox conseguiu habeas corpus preventivos o suficiente para rodar o filme até essa sexta, quando acaba qualquer possibilidade remota de um incauto adentrar a sala de cinema com esse filme sendo exibido. o ministro Gilmar Solto Mesmendes, autor dos Habeas Corpus, disse em entrevista "solto soltei e soltarei! dantas vezes quanto quiser!". o ato falho do ministro passou desapercebido.

O inquérito deve ser finalizado essa semana e ao que tudo indica, deve ser julgado na Cheiro de Pizza. do dique.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Em uma mão inglesa...

- Olhe não fique mal. tente ver pelo lado positivo. quando isso entrar em seu coração. você vai se sentir bem melhor.

- Mas Paul, como é que vai ser daqui pra frente? eu estou meio perdida, com medo.

- Calma, Não tenha medo, você é forte. agarre sua vida. quando você a tiver vestido, vc vai sentir-se melhor.

- Mas vai ser muito difícil recomeçar, as lembranças e tudo...

- faz assim: toda vez que você sentir a dor chegando, respira fundo e lembra que você não precisa carregar esse peso todo.

- Eu não consigo ser fria assim paul, e é ainda mais triste, ser frio pra parecer estar bem.

- São tolos na verdade, os que ajem assim

- ...mas acho que você tem razão. acho que você... obrigada...

- De nada, Sei que você não vai me decepcionar. é só se encontrar. quero ver você bem melhor.

- aham, afinal as pessoas vem e vão, não é preciso fazer uma dupla pra cantar, não é verdade?

- com certeza. tudo que você precisa está com você. num instante isso já será história, e você estará bem melhor que hoje.

- Obrigada de novo, mas eu estou preocupada com Jude. não sei como ele vai encarar isso tudo. não sei como falar com ele sobre isso.

- Não se preocupe, acho que eu tive uma idéia.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Em Algum Lugar em Liverpool

- Olhem, essa porra já acabou! Nada de trazer "só mais umazinha" e nada de "só mais essa". a gente vai só finalizar as que já estão aqui. acabou ok?

- tá legal

- tá certo

(uma porta se abre)

- oi pessoal. john vc não vai acreditar, escuta só...

- olha paul, a gente tava discutindo isso agora mesmo e concordamos que nada de mais músicas pra esse álbun, ele tá fechado.

- relaxe você vai gostar

- mas não se trata disso...

- calma john, só mais essa.

- Não paul, não d...

- "
When I find myself in times of trouble, Mother Mary comes to me, Speaking words of wisdom, let it be..."

- ...

- ...

- ... Filho da Puta...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

...

Eu queria dizer alguma coisa. mas não sei porque nem como nem o que. nem sei se eses "qes" todos têm acento. e nem sei porque (olha ele de novo) isso é importante, ou se são, de todo jeito. além do mais, que melhor que um sono quando se precisa estar acordado e estudando? ainda sem saber se os "ques" tem acendo ou não, acho que devo mover as peças, independente dos furos.

é, bom mesmo é uma "breja" gelada depois de um virote.

saudações zumbis (não o negro, o morto-vivo mesmo)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

DESVENTURAS NA NIGÉRIA

Capítulo 2


O aeroporto internacional de Lagos Murtala Muhammed não é muito diferente de uma rodoviária do interior da Bahia. Maior que muitas, com certeza, mas com um estrutura bem parecida. O salão em que desembarcamos do avião, e que mais tarde embarcaríamos para casa novamente, tinha paredes quase que inteiramente de vidro, bancos verdes de fibra, diversos buracos no forro do teto e nada de ar-condicionado.


À este saguão se seguia um longo corredor, com uma esteira rolante desligada no meio, que terminava em duas escadas rolantes. Ao pé das escadas haviam duas portas de vidro com propagandas de um banco local que impossibilitavam ver o que estava do outro lado. Lá eram os balcões da alfândega e sua respectiva fila. Assim, as 500 pessoas que estavam no avião iam chegando e descendo as escadas, sem saber o que lhes aguardava lá em baixo. A medida que a fila crescia, ela se aproxima do pé das escadas, até que, em determinado momento, as escadas se transformaram em catapultas, lançando pessoas contra a fila.


Quando desci a escada, tive a infelicidade de ocupar um dos últimos espaços entre a fila e a escada. Meu primeiro pensamento foi, “isso vai dar merda”, e ato contínuo olhei para trás. Lá no alto, vi as pessoas chegando e freando bruscamente ao ver a confusão cá em baixo. Vi também que um cara, três vezes o meu tamanho, não tinha se dado ao trabalho de parar e descia a escada tranqüilo, acreditando piamente que havia espaço para ele. E, de fato, ele arranjou espaço para si, eu e mais umas duas pessoas é que não conseguimos mais.


Ao menos esse sufoco durou apenas uma hora, afinal eram apenas quatro guichês, com suas respectivas caras feias, que tentam lhe convencer que eles estão realmente olhando o seu passaporte.


Do lado de fora, o aeroporto já não parecia mais com uma rodoviária, mas sim com a Avenida Sete em época de natal. Uma horda de pessoas nos abordou oferecendo carregar as malas. Como eles conseguem ser bem contundentes na oferta deles, não bastava dizer não, tínhamos que brigar para que as malas não fossem levadas. Haviam também uns funcionários do aeroporto gritando que a gente não podia ficar e devia ir andando, sem falar nos policias que faziam nada, a não ser engrossar o caldo, com fuzis nas constas, para aumentar a emoção.


Nessa confusão, um dos nossos anfitriões se aproximou, deu um tapa no meu ombro e disse “Mr. Daniel, bem vindo, pode deixar que eu levo sua mala” e eu que já estava desesperado ali naquele caos, respondi “largue minha porra, que num vai ter merda de trocado nenhum!”. Sorte ele não falar português.


Contudo, os esforços foram em vão e nos desgarramos todos, malas, colegas e, especialmente, as noções de alguma coisa. Não faço idéia de como fui parar no estacionamento, sei que lá estávamos todos novamente, além de umas cinqüenta pessoas que queriam ajudar a colocar as coisas nos carros. Mas, isto era uma coisa que teria que me acostumar na Nigéria, sempre tem um monte de gente observando e procurando uma brecha para se meter no que você está fazendo.


Ainda no estacionamento, notei que quase todos os carros eram de luxo, de corollas em diante, e que todos tinham mossas e arranhões na lataria, prenúncio de um trânsito verdadeiramente caótico.