sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Em Algum Lugar em Liverpool

- Olhem, essa porra já acabou! Nada de trazer "só mais umazinha" e nada de "só mais essa". a gente vai só finalizar as que já estão aqui. acabou ok?

- tá legal

- tá certo

(uma porta se abre)

- oi pessoal. john vc não vai acreditar, escuta só...

- olha paul, a gente tava discutindo isso agora mesmo e concordamos que nada de mais músicas pra esse álbun, ele tá fechado.

- relaxe você vai gostar

- mas não se trata disso...

- calma john, só mais essa.

- Não paul, não d...

- "
When I find myself in times of trouble, Mother Mary comes to me, Speaking words of wisdom, let it be..."

- ...

- ...

- ... Filho da Puta...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

...

Eu queria dizer alguma coisa. mas não sei porque nem como nem o que. nem sei se eses "qes" todos têm acento. e nem sei porque (olha ele de novo) isso é importante, ou se são, de todo jeito. além do mais, que melhor que um sono quando se precisa estar acordado e estudando? ainda sem saber se os "ques" tem acendo ou não, acho que devo mover as peças, independente dos furos.

é, bom mesmo é uma "breja" gelada depois de um virote.

saudações zumbis (não o negro, o morto-vivo mesmo)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

DESVENTURAS NA NIGÉRIA

Capítulo 2


O aeroporto internacional de Lagos Murtala Muhammed não é muito diferente de uma rodoviária do interior da Bahia. Maior que muitas, com certeza, mas com um estrutura bem parecida. O salão em que desembarcamos do avião, e que mais tarde embarcaríamos para casa novamente, tinha paredes quase que inteiramente de vidro, bancos verdes de fibra, diversos buracos no forro do teto e nada de ar-condicionado.


À este saguão se seguia um longo corredor, com uma esteira rolante desligada no meio, que terminava em duas escadas rolantes. Ao pé das escadas haviam duas portas de vidro com propagandas de um banco local que impossibilitavam ver o que estava do outro lado. Lá eram os balcões da alfândega e sua respectiva fila. Assim, as 500 pessoas que estavam no avião iam chegando e descendo as escadas, sem saber o que lhes aguardava lá em baixo. A medida que a fila crescia, ela se aproxima do pé das escadas, até que, em determinado momento, as escadas se transformaram em catapultas, lançando pessoas contra a fila.


Quando desci a escada, tive a infelicidade de ocupar um dos últimos espaços entre a fila e a escada. Meu primeiro pensamento foi, “isso vai dar merda”, e ato contínuo olhei para trás. Lá no alto, vi as pessoas chegando e freando bruscamente ao ver a confusão cá em baixo. Vi também que um cara, três vezes o meu tamanho, não tinha se dado ao trabalho de parar e descia a escada tranqüilo, acreditando piamente que havia espaço para ele. E, de fato, ele arranjou espaço para si, eu e mais umas duas pessoas é que não conseguimos mais.


Ao menos esse sufoco durou apenas uma hora, afinal eram apenas quatro guichês, com suas respectivas caras feias, que tentam lhe convencer que eles estão realmente olhando o seu passaporte.


Do lado de fora, o aeroporto já não parecia mais com uma rodoviária, mas sim com a Avenida Sete em época de natal. Uma horda de pessoas nos abordou oferecendo carregar as malas. Como eles conseguem ser bem contundentes na oferta deles, não bastava dizer não, tínhamos que brigar para que as malas não fossem levadas. Haviam também uns funcionários do aeroporto gritando que a gente não podia ficar e devia ir andando, sem falar nos policias que faziam nada, a não ser engrossar o caldo, com fuzis nas constas, para aumentar a emoção.


Nessa confusão, um dos nossos anfitriões se aproximou, deu um tapa no meu ombro e disse “Mr. Daniel, bem vindo, pode deixar que eu levo sua mala” e eu que já estava desesperado ali naquele caos, respondi “largue minha porra, que num vai ter merda de trocado nenhum!”. Sorte ele não falar português.


Contudo, os esforços foram em vão e nos desgarramos todos, malas, colegas e, especialmente, as noções de alguma coisa. Não faço idéia de como fui parar no estacionamento, sei que lá estávamos todos novamente, além de umas cinqüenta pessoas que queriam ajudar a colocar as coisas nos carros. Mas, isto era uma coisa que teria que me acostumar na Nigéria, sempre tem um monte de gente observando e procurando uma brecha para se meter no que você está fazendo.


Ainda no estacionamento, notei que quase todos os carros eram de luxo, de corollas em diante, e que todos tinham mossas e arranhões na lataria, prenúncio de um trânsito verdadeiramente caótico.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Adeus a Um Amigo

Um dia Vermelho
O Sol nasce e trás de volta
a dor que pareceu dar trégua em sono
As Núvens que atravessavam o céu
ao dia Somem e dão lugar ao brilho eterno do Astro Rei

O Multi-colorido no horizonte demarca uma certeza
Nossa Ave, alegre e Sorridente, passou para o outro lado
e Passou com ela a capacidade ilimitada de criar o inusitado
a capacidade de ouvir com o coração aberto
a capacidade de ser sincero sem magoar ninguém

Um Homem em forma de Ave
Voa agora em outros horizontes
e alegrará, certamente,
a outras faces

Mas, para além das efemeridades Materiais
Existe a Lembrança, a Saudade.
existe a certeza de que o que foi deixou um rastro
um rastro de Humildade, alegria e pureza.

Adeus amigo,
Que seu espírito ilumine os céus
da mesma forma que iluminou a todos
que tiveram a oportunidade de gozar da sua presença

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O Hermenêuta

Prezados leitores, retorno mais uma vez de uma longa abstinência literária, resultado de um longo período de retiro espiritual no Tibete, para anunciar o lançamento do primeiro folhetim jurídico da Bahia, O Hermenêuta.

Trago esta notícia com muito orgulho e alegria, visto que a primeira tiragem, de mais de 49 exemplares, esgotou instantâneamente, após 2 dias de distribuição incessante na faculdade de Direito da Unifacs.

O jornal agradou bastante o público com matérias de grande interesse não só da área jurídica, como também da sociedade em geral. Destacou-se igualmente pela veracidade das informações veiculadas e pela seriedade na sua abordagem.

Bom, por problemas técnicos, o folhetim não pode ser postado aqui. Contudo, ele pode ser lido na íntegra na versão digital em www.ohermeneuta.com.br, ou na versão impressa comigo.

Abraço.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Uma obra prima

você reconhece uma obra prima quando olha pra ela.
ela está lá. e é um caminho fácil de seguir mas impossível de tentar.
quando vc vê outras obras, encontra traços parentes, encontra curvas iguais
mas há sempre um deslize um ponto que foi demais.

uma obra prima vibra com o som. se encolhe com o frio e reflete à luz cores impossíveis. e tudo está lá. fácil, na cara, acessível.
mas o coração que tornou aqueles sonhos num ninho, só ele sabe chegar.

quando se vê outras, lembra-se dela. vê o mel em outros vidros e o ébano em outros cachos. vê as curvas em outros quartos e os brancos em outros lábios. mas não vê no todo o laço que une tudo num só lastro de sabores serenatos

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Caminhão no Caminito

da série "esse não é um blog futebolístico"

Bem da verdade eu estou indignado, pra variar, com a imprensa, pra variar. tenho assistido muita tv aberta ultimamente, o que não é de meu costume, e com isso muito jornal. o engraçado é que todos tratam do mesmo tema e passam cada uma a sua forma de ver o mundo. às vezes embutidas no formato da reportagem às vezes dita abertamente.

A primeira bola foi a "Lei Seca" todos falaram da mesma forma: mostraram pessoas bêbadas nos bares dizendo que conhecem seus limites e que a polícia "tá operando" prendendo uma penca. trataram logo de desmentir as supostas lendas de que balinhas de licor e anti-sépticos bucais acusariam ilegalidade no "bafometro". e pronto. a lei é ótima!

mas eu não paro de imaginar que se a lei fosse um desastre como tantas outras o governo já estaria cercado de manifestantes e a imprensa "estaria ficando à frente" da situação pra que o governo, real responsável, mais particularmente o presidente Lula, fosse investigado.

A seguinte foi o caso Daniel Dantas. O maior pilantra baiano vivo sem imunidade paramentar segue sendo preso por um e solto por outro. tô quase mandando um e-mail pra polícia federal pra eles virem investigar a lavagem de dinheiro que o Opportunity fez no Bahia. pra quem não lembra o Opportunity tornou o bahia o primeiro clube empresa do Brasil e fora o dinheiro que foi investido para executar o lavatório o Banco de Dani D. contraiu apenas dívidas em nome do Clube.

O legal da história de DD foi que a Band, primeiro jornal da noite mostrou "trechos selecionados pela polícia federal que, juntos, somam menos de cinco minutos da conversa entre o presidente, o chefe interino da PF e Protógenes Queiroz (Delegado que liderava o caso)" e continuava "a idéia por trás da liberação das gravações era esclarecer o afastameno do delegado do caso, e desfazer a imagem de que o governo teria pedido o afastamento" finalizando com "mas não ficou tão claro assim". essa notícia passou do âncora para a correspondente em brasília para a reportagem gravada e de volta à representante na Capital Federal e todos eles repetiram essas mesmas frases. Depois o Jornal mostrou trechos que pareciam que, realmente o governo disse pra ele sair do caso. Algo do tipo:

- Protógenes: Minha idéia é ficar até o final da investigação...

-Chefe da PF: não, não. A gente vai passar pra um dos seus colegas...

aí eu fiquei: que maluquice, isso não faz sentodo nenhum como é que o governo manda liberar gravações pra provar que não foram eles, informações editadas pela PF, e na verdade ela os incrimina mais ainda
?

Na Reccord os caras repetiram que as gravações foram liberadas para lmpar a imagem do governo mas que ficou algo nebuloso mais ou menos assim:

- Protógenes: Minha idéia é ficar até o final da investigação (...) pq eu n costumo deixar as coisas pela metade (...) se eu voltar a tempo quero continuar mas não como liderança, mais como auxílio.

- Chefe da PF: tá, tá, se você voltar a tempo tudo bem se tiver tudo certinho tecnicamente tá, tu volta mas.

- Protógenes: Não, é que.

- Chefe da PF: não, não A gente vai passar pra um dos seus colegas. tu volta como assistente mas a gente vai passar.

detalhe que a investigação terminava hoje, e só a Reccord disse isso. Eu fiquei besta. já tinha ouvido falar qu era possível distorcer as coisas mas essa foi foda.

O terceiro e Último pato, foi a troca de corpos por presos entre Israel e Líbado. eu ouvi falar que metade das reportagens do brasil são compradas de redes internacionais e se esse caso não foi prova, foi indício. Israel recebe dois corpos; logo, dois funerais; logo, chororô viúva se lamentando, aquela coisa. No Líbano há presos vivos! ou seja, Festa, vivas e alegria! nas reportagens, que pareciam ter sido compradas de uma rede Estado Unidense, fazia você sentir raiva daqueles muçulmanos escrotos que ficam comemorando a volta de amigos, enquanto os coitadinos dos israelenses que não fazem mal a ninguém sofrem com dois enterros. o engraçado é que se eles compram as reportagens onde é que eles filmam aqueles repórteres fazendo que estão lá no Oriente médio, será no sertão
?

Pois é, parece que se vc quiser se informar não deve comprar um jornal ou assistir a apenas um. leia todos e assista todos, aí vai dar pra perceber que os canhões das televisões são caminhos muito estreitos para a informação.